terça-feira, 18 de outubro de 2011

Estudo Diário 18-10-2011 - A Base da nossa Justificação


Não devemos supor que os judeus cristãos estivessem sugerindo que a fé em Cristo não era importante; afinal, todos eles tinham fé em Jesus e acreditavam Nele. Seu comportamento mostrava, contudo, que eles percebiam que a fé não era suficiente por si só; ela devia ser complementada com a obediência, como se a obediência acrescentasse algo ao ato da justificação em si. No raciocínio deles, justificação era tanto pela fé quanto pelas obras. A maneira pela qual Paulo repetidamente contrasta fé em Cristo com obras da lei indica sua forte oposição a esse tipo de abordagem que incluía “ambos” os aspectos. Fé, somente a fé, é a base da justificação.

Para Paulo, igualmente, a fé não era apenas um conceito abstracto; ela estava inseparavelmente ligada a Jesus. Na verdade, a expressão traduzida duas vezes como “fé em Cristo” em Gálatas 2:16 é muito mais significativa do que qualquer tradução pode realmente abranger. A expressão em grego é traduzida literalmente como “a fé” ou “fidelidade” de Jesus. Essa tradução literal revela o forte contraste que Paulo estabeleceu entre as obras da lei que nós fazemos e a obra de Cristo realizada em nosso favor, a obra que Ele, através de Sua fidelidade (por isso, a “fidelidade de Jesus”), tem feito por nós.

É importante lembrar que a fé nada acrescenta à justificação, como se fosse meritória em si mesma. A fé é, em vez disso, o meio pelo qual nos apegamos a Cristo e Sua obra em nosso favor. Não somos justificados com base em nossa fé, mas com base na fidelidade de Cristo por nós, que reivindicamos para nós através da fé.

Cristo fez o que todos deixaram de fazer: só Ele foi fiel a Deus em tudo que fez. Nossa esperança está na fidelidade de Cristo, não na nossa. Como um autor afirma, “Nós cremos em Cristo, e não que possamos ser justificados por essa crença, mas que podemos ser justificados por Sua fé (fidelidade) em Deus” (John McRay, Paul: His Life and Teaching [Paulo: Sua Vida e Ensino], Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 2003, p. 355).

Uma primitiva tradução siríaca de Gálatas 2:16 comunica bem o pensamento de Paulo: “Portanto, sabemos que um homem não é justificado a partir das obras da lei, mas pela fé de Jesus, o Messias, e nós cremos Nele, em Jesus, o Messias, que por causa de Sua fé, a fé do Messias, podemos ser justificados, e não pelas obras da lei”.

4. Qual é a única base para nossa salvação? Rm 3:22, 26; Gl 3:22; Ef 3:12; Fp 3:9

A) Nossa obediência à lei e o sacrifício de Cristo.
B) Nossa obediência e a obediência de Cristo.
C) A fidelidade de Cristo por nós e Sua perfeita obediência, aceitas pela fé.

Entender esse assunto causa alguma surpresa a você? Você sente alegria ou decepção?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estudo Diário 17-10-2011 - Obras da Lei


3. Paulo disse três vezes em Gálatas 2:16 que uma pessoa não é justificada por “obras da lei”. O que ele quis dizer com a expressão “obras da lei”? O que os seguintes textos revelam sobre essa questão? Gl 2:16, 17; 3:2, 5, 10; Rm 3:20, 28

Antes de entender a expressão “as obras da lei”, precisamos entender o que Paulo quis dizer com a palavra lei. A palavra lei (nomos, em grego) é encontrada 121 vezes nas cartas de Paulo. Ela pode se referir a uma série de coisas diferentes, incluindo a vontade de Deus para Seu povo, os primeiros cinco livros de Moisés, todo o Antigo Testamento, ou apenas um princípio geral. No entanto, a principal forma pela qual Paulo usa a palavra se refere a toda a colecção dos mandamentos de Deus dada ao Seu povo através de Moisés.

A expressão “as obras da lei” provavelmente envolva, portanto, todos os requisitos encontrados nos mandamentos dados por Deus por intermédio de Moisés, sejam morais ou cerimoniais. O raciocínio de Paulo é que não importa o quanto nos esforcemos para seguir e obedecer à lei de Deus, nossa obediência nunca será suficientemente boa para que Deus nos justifique, para que nos declare justos diante dele. Isso porque Sua lei exige absoluta fidelidade de pensamento e acção, não apenas por algum tempo, mas o tempo todo, e não apenas para alguns de Seus mandamentos, mas para todos eles.

Embora a expressão “obras da lei” não ocorra no Antigo Testamento e não seja encontrada no Novo Testamento, excepto nos escritos de Paulo, uma impressionante confirmação de seu significado surgiu em 1947, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, uma colecção de textos copiados por um grupo de judeus, chamados Essénios, que viveram na época de Jesus. Embora escritos em hebraico, um dos manuscritos contém essa mesma expressão. O título do manuscrito é Miqsat Ma’as Ha-Torah, que pode ser traduzido como “Importantes obras da lei”. O documento descreve uma série de questões baseadas na lei bíblica a respeito de prevenir a contaminação das coisas santas, incluindo algumas que designavam os judeus como distintos dos gentios. No fim, o autor escreveu o seguinte: se essas “obras da lei” forem seguidas, “você será considerado justo” diante de Deus. Ao contrário de Paulo, o autor não oferece ao leitor a justiça com base na fé, mas com base no comportamento.

Você guarda a lei de Deus de maneira satisfatória? Você realmente sente que a obedece tão bem que pode ser justificado diante de Deus com base na guarda da lei? (Rm 3:10-20). Se não, por que não? Como sua resposta ajuda a compreender o conceito de Paulo sobre o tema?

domingo, 16 de outubro de 2011

Estudo Diário - 16-10-2011 - A questão da “justificação”

1. Em Gálatas 2:15 Paulo escreveu: “Nós, judeus de nascimento e não ‘gentios pecadores’” (NVI). O que ele quis dizer?

As palavras de Paulo devem ser entendidas no seu contexto. Na tentativa de conquistar os judeus cristãos para seu lado, Paulo começou com um raciocínio que eles aceitariam, a tradicional distinção entre judeus e gentios. Os judeus eram os eleitos de Deus, aos quais foi confiada Sua lei, e desfrutavam os benefícios da relação de aliança com Ele. Os gentios, no entanto, eram pecadores. A lei de Deus não restringia seu comportamento, e eles estavam fora das alianças da promessa (Ef 2:12; Rm 2:14). Embora os gentios obviamente fossem “pecadores”, no verso 16 Paulo advertiu os cristãos judeus de que seus privilégios espirituais não os tornavam mais aceitáveis a Deus, porque ninguém é justificado pelas “obras da lei”.

2. Paulo usou a palavra justificado quatro vezes em Gálatas 2:16, 17. O que ele queria dizer por “justificação”? Êx 23:7; Dt 25:1

O verbo justificar é um termo-chave para Paulo. Das trinta e nove vezes que ele ocorre no Novo Testamento, 27 estão nas cartas de Paulo. Ele o usa oito vezes em Gálatas, incluindo quatro referências em Gálatas 2:16, 17. Justificação é um termo legal, usado nos tribunais. Está relacionado com o veredito que um juiz pronuncia quando uma pessoa é declarada inocente das acusações apresentadas contra ela. É o oposto de condenação. Além disso, visto que as palavras justo e reto vêm da mesma palavra grega, o fato de uma pessoa “ser justificada” significa que ela também é considerada “reta”. Assim, justificação envolve mais do que simplesmente absolvição ou perdão. É uma declaração afirmativa de que a pessoa é justa.

Para alguns dos cristãos judeus, no entanto, justificação era também relacional. Ela envolvia seu relacionamento com Deus e Sua aliança. Ser “justificado” também significava que a pessoa era considerada fiel membro da comunidade da aliança divina, a família de Abraão.

Leia Gálatas 2:15-17. O que Paulo diz ali? Como você pode aplicar essas palavras à sua própria experiência cristã?

Estudo Diário - 15-10-2011 - Justificação pela fé

VERSO PARA MEMORIZAR: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2:20, RC)

Leituras da semana: Gl 2:15-21; Ef 2:12; Fp 3:9; Rm 3:8, 10-20; Gn 15:5, 6;

Como vimos na semana passada, Paulo confrontou Pedro publicamente em Antioquia, pela falta de coerência entre a fé que ele defendia e o comportamento que ele apresentava. Na melhor das hipóteses, a decisão de Pedro de não mais comer com antigos pagãos sugeria que eles eram cristãos de segunda categoria. As ações de Pedro davam a entender que, se eles realmente quisessem fazer parte da família de Deus e desfrutar as bênçãos da completa mesa da comunhão, deviam primeiro se submeter ao rito da circuncisão.

O que Paulo realmente disse a Pedro naquela ocasião tensa? Na lição desta semana, estudaremos o que é provavelmente um resumo do que se passou. Essa passagem contém algumas das expressões mais concentradas no Novo Testamento, o que é extremamente importante porque, pela primeira vez, são apresentadas várias palavras e frases fundamentais, tanto para a compreensão do evangelho quanto do restante da carta de Paulo aos gálatas. Essas palavras-chave incluem justificação, justiça, obras da lei, crença e não apenas fé, mas a fé de Jesus.

O que Paulo quis dizer com esses termos, e o que eles nos ensinam sobre o plano da salvação?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Estudo Diário 14-10-2011 - Comentários da Semana

I. O fundamento da unidade cristã
(Recapitule  João 17:21; 1Corintios 1:10-13.)

A unidade na igreja cristã era e é não apenas um imperativo organizacional, mas um imperativo teológico. Quando Jesus Cristo previu o futuro de Sua igreja, uma das primeiras coisas que Ele desejou para ela foi “que todos [fossem] um” (João 17:21). Havia muitas razões para esse objectivo. Obviamente, a igreja funcionaria com mais eficiência se seus membros fossem unidos na fé, prática e objectivos. É por isso que até mesmo organizações seculares e empresas com fins lucrativos muitas vezes exigem que os empregados se comprometam com uma declaração de missão.

E para um corpo de pessoas que afirmam servir a Deus ou a um objectivo mais elevado, a desunião é ruim. Se a igreja deve fechar o abismo entre Deus e a humanidade, as pessoas (como os Beatles disseram) “adorariam ver o plano”. Elas podem ver o plano na forma pela qual a igreja funciona diante de seus olhos. Quando vêem uma igreja em desordem, de certa forma eles são justificados ao perguntar se ainda existe algum propósito nela. Assim, a unidade nos ajuda a representar melhor a Deus para as pessoas que não O conhecem ainda, mas poderiam estar abertos à oportunidade de conhecê-lo.

E isso nos leva à questão teológica. A igreja representa Deus na medida em que é Seu corpo na Terra (Romanos 12:5; 1Corintios 12:12-27; Efésios 3:6; 5:23). Deixando de lado o fato de que um corpo é uma unidade funcional de muitas partes (não que essa distinção da diversidade não seja igualmente importante), em certo sentido, a igreja é Cristo. Jesus é Deus, e Deus é uma unidade harmoniosa de três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Se a igreja deve reflectir Deus, precisa ser uma unidade harmoniosa de diferentes personalidades nela incluídas. Se isso não é verdade na maior parte do tempo, se a igreja não está trabalhando constantemente em direcção a esse ideal, torna-se apenas mais uma organização dedicada a se perpetuar e atender a programas egoístas. Realmente é simples assim.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

6º Mandamento - Não matarás


(por Márcio Flores)

"Não matarás" (Êxodo 20:13)

Não há sequer um ser humano nesta terra que não seja intrinsecamente marcado por este mandamento. Mesmo os aborígenes na Austrália, os índios da Amazónia, ou até os canibais nos lugares mais ermos do planeta são acusados por suas próprias consciências de que retirar a vida humana não é natural. Esta lei natural está inscrita no coração e na mente de cada pessoa humana, que, no fundo, sabe o que deve e o que não deve fazer. Pode reparar, mesmo que a lei civil aprove algo anti-natural, o coração humano reage, porque não reconhece naquela instrução humana o sinal da ordenação divina. Contudo, este mandamento tão óbvio aos olhos humanos, sempre foi e ainda é violentamente violado.

Nossas vidas não nos pertencem, Deus é o dono não só da vida dos homens, mas de qualquer outra forma de vida. Como toda e qualquer coisa que não nos pertence, não temos direito nem poder sobre ela. Cabe-nos apenas cuidar com extrema atenção daquilo que nos foi confiado.
 

Falsos Profetas - Martelo da Justiça

Após a Igreja Mundial do Poder de Deus lançar a toalhinha milagrosa, foi retomada a campanha do “Martelo da Justiça”. A Igreja ofereceu o martelo para os fieis que desejam quebrar seus problemas. “Você vai tocar com ele naquilo que você deseja que seja quebrado, que seja esmiuçado”, afirma o Pastor que oferece o martelo no programa de TV da igreja.

A Igreja Mundial do Poder de Deus está se especializando em objectos proféticos, sempre idealizados pelo fundador da igreja, o Apóstolo Valdemiro Santiago. A “toalhinha milagrosa” teve grande repercussão entre os fieis da Mundial, gerando testemunhos como o do homem que devia R$ 18 mil e esfregou a toalhinha na porta do banco, fazendo com que a suposta dívida desaparecesse.

Os fieis que desejam obter o martelo, precisam contribuir com “uma ofertinha de R$ 1 mil”, afirma o Pastor que anuncia o produto. Os interessados são orientados a ligar para um número que aparece na tela ou visitar o site da igreja e preencher um cadastro solicitando o “Martelo da Justiça”. “Nós enviamos pelos Correios a você”, afirma o Pastor.

Assista o vídeo: