terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Estudo Diário - Levando os fardos dos outros

Além de restaurar os caídos, que outras instruções Paulo deu aos cristãos na Galácia? Gl 6:2-5; Rm 15:1; Mt 7:12

A palavra grega traduzida como “carga” em Gálatas 6:5 é baros. Ela se referia literalmente a um grande peso ou carga que alguém tinha que carregar por uma longa distância. No decorrer do tempo, no entanto, se tornou uma metáfora para qualquer tipo de problema ou dificuldade, como o fardo de uma longa jornada de trabalho em um dia quente (Mt 20:12). Embora o contexto imediato da ordem de Paulo de “[levar] as cargas uns dos outros” certamente incluísse as falhas morais dos irmãos mencionadas no verso anterior, o conceito de carregar os fardos, que ele tinha em mente, era muito mais amplo. As instruções de Paulo revelam várias noções espirituais sobre a vida cristã que não devem ser menosprezadas.

Primeiramente, como observou Timothy George, “todos os cristãos têm fardos. Nossos fardos podem ser diferentes em tamanho e forma e podem ser de natureza variada, dependendo da ordem providencial de nossa vida. Para alguns, é o fardo da tentação e as consequências de uma falha moral, como está em Gálatas 6:1. Para outros, pode ser doença física, distúrbio mental, crise familiar, falta de emprego, opressão do demônio, ou uma série de outras coisas; mas nenhum cristão está isento de fardos” (Galatians, p. 413).

Em segundo lugar, Deus não pretende que carreguemos sozinhos todos os nossos fardos. Infelizmente, muitas vezes estamos muito mais dispostos a ajudar os outros a levar seus fardos do que a permitir que os outros nos ajudem a carregar os nossos. Paulo condenou essa atitude de autossuficiência (Gl 6:3) como orgulho humano, quando nos recusamos a admitir que também temos necessidades e fraquezas. Esse orgulho não apenas nos priva do conforto dos outros, mas também impede os outros de cumprir o ministério que Deus os chamou a realizar.

Finalmente, Deus nos chama a levar as cargas dos outros, porque é através das nossas ações que o conforto de Deus se manifesta. Esse conceito está fundamentado no fato de que a igreja é o corpo de Cristo. Um exemplo disso está nas palavras de Paulo: “Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito” (2Co 7:6). Observe que “o consolo divino não foi dado a Paulo na sua oração pessoal e espera pelo Senhor, mas por meio do companheirismo de um amigo e pelas boas notícias que ele trouxe”.

“A amizade humana, na qual levamos as cargas uns dos outros, faz parte do propósito de Deus para Seu povo” (John R. W. Stott, The Message of Galatians , p. 158).

O que impede você de procurar ajuda? Seria orgulho, vergonha, falta de confiança ou senso de autossuficiência? Em caso de necessidade, por que não procurar uma pessoa de confiança para compartilhar seus fardos?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal com JESUS

Vivemos numa sociedade individualista, competitiva, onde estamos sempre a correr para conseguir realizar tudo que nos é exigido, não temos tempo para olhar, sorrir, cumprimentar os outros ao nosso redor, onde ás vezes não conhecemos nossos próprios vizinhos, e não conseguimos perceber quando alguém próximo ou distante necessita de uma simples palavra de conforto. Contudo, há uma data no ano, em que parece que tudo muda, nos tornamos mais sensíveis aos outros, fazemos doações, oferecemos presentes e procuramos contactar com aqueles que há muito tempo já não falamos, este dia é o natal.
O natal é uma data que desperta nas pessoas sentimentos de carinho, devoção, amor, compaixão, solidariedade, altruísmo e esperança. Este dia faz-nos lembrar do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, que foi nosso maior exemplo de amor e altruísmo pela humanidade. Através de Jesus, nós seres humanos pecadores, outrora perdidos pela nossa condição, tivemos uma nova esperança de salvação e de vida eterna. E o que nós cristãos estamos a fazer para demonstrar este Jesus aos outros? Será que neste natal, estamos tão preocupados com os presentes que vamos dar aos nossos queridos, com as roupas que vamos usar, com o cardápio para a ceia, que estamos a esquecer de levar um pouco de esperança aos outros, que estão sedentos para preencherem o vazio que só pode ser curado pelo nosso Senhor e Salvador.
O Natal com Esperança é deixarmos de nos preocupar com coisas temporárias e finitas, e nos centrarmos mais nas necessidades do nosso próximo. Como seria bom se cada um de nós fizesse um compromisso com Deus de entregar revistas, folhetos nas ruas, nos hospitais, nos asilos, de enviar e-mails com mensagens de um Salvador que esta de braços abertos a espera de cada um, porque para Deus todos nós somos importantes e únicos, somos a sua criação. É prazeroso e saudável oferecer e receber presentes, ir as compras, confraternizar com a família, mas não é o mais importante. O que nos faz verdadeiramente felizes é a presença de Jesus em nosso coração, na nossa vida diária, nos nossos lares.
É muito bom que estes sentimentos de amor e solidariedade ao próximo sejam despertados nesta data, no entanto, seria maravilhoso se estes fossem estimulados todos os dias. A nossa sociedade não teria tantos casos de depressão, suicídio, solidão, discriminação, violência e pobreza se fossemos mais abnegados e cumpríssemos o nosso papel como representantes de Cristo de levarmos aos outros a real esperança que é Jesus.
O Natal com Esperança somente será possível se deixarmos que Deus nos oriente acerca do que podemos fazer para minimizarmos a dor e o sofrimento de alguém. O mundo precisa de pessoas, que façam o possível, mesmo que pareça pouco, pelos outros. Pare um pouco, e observe ao seu redor, pode haver alguém muito próximo a precisar da sua ajuda, do seu amor, do seu conforto, do seu sorriso.Com certeza há alguém que necessita ouvir de Jesus. Por isso, faça a sua parte, porque certamente este natal será melhor.

Por Sara Lopes

Estudo Diário - Cuidado com a tentação

“Disse Natã a Davi: Tu és o homem” (2Sm 12:7).

A seriedade das palavras de Paulo em Gálatas 6:1 – guardar nossa vida para que nós também não entremos em tentação – não deve ser menosprezada. Uma indicação da urgência e interesse pessoal por trás do conselho de Paulo pode ser vista em sua maneira de fazer o apelo. A expressão traduzida por “olhando por ti mesmo” (RC) ou “guarda-te” (RA) significa literalmente “considerar cuidadosamente” ou “prestar cuidadosa atenção a” (Rm 16:17; Fp 2:4). Então, o que Paulo disse literalmente foi: “mantenha um olhar atento sobre si mesmo” para que o pecado também não o pegue de surpresa. Para realçar essa advertência, Paulo mudou da segunda pessoa do plural (“vós”) na primeira metade de Gálatas 6:1 para a segunda pessoa do singular (“guarda-te”) na última metade do verso. Esta não era uma advertência geral que se aplicava a toda a congregação; era uma advertência pessoal, dirigida a cada indivíduo dentro da igreja.

Paulo não identificou explicitamente a natureza da tentação contra a qual ele advertiu os gálatas com tanta firmeza. Talvez ele não tivesse uma transgressão específica em mente, mas estivesse simplesmente se referindo ao perigo de cometer o mesmo pecado, não importando qual fosse, do qual eles estivessem tentando restaurar outra pessoa. Ao mesmo tempo, suas palavras em Gálatas 5:26 contra a atitude de se tornarem “presunçosos” (NVI) sugere que ele os estivesse advertindo contra a ideia de que eram, de alguma forma, espiritualmente superiores àqueles aos quais estavam restaurando.

2. Por que Paulo precisou advertir os gálatas contra o orgulho espiritual? 1Co 10:12; Mt 26:34; 2Sm 12:1-7

Um dos maiores perigos para a caminhada cristã é o sentimento de orgulho espiritual, que nos faz pensar que somos, de alguma forma, imunes a cometer certos tipos de pecado. O fato preocupante é que todos temos a mesma natureza pecaminosa, que está em oposição a Deus. Assim, sem o poder da restrição do Espírito de Deus, poderíamos nos entregar a quase qualquer pecado, se as circunstâncias fossem convenientes. Essa consciência da nossa verdadeira identidade fora de Cristo pode nos impedir de cair no pecado da justiça própria e nos tornar mais solidários com os que erram.

Quantas vezes você condenou os outros (talvez apenas em seu coração) por terem cometido pecados que, um dia, você também cometeu?

Estudo Diário - Restaurando os caídos

Embora Paulo tivesse elevadas expectativas para a natureza da vida cristã (Gl 5:16), seu conselho aos cristãos em Gálatas 6:1 também apresenta a realidade de forma restauradora. Os seres humanos não são perfeitos, e nem mesmo os cristãos mais dedicados são imunes a erros. Em grego, as palavras de Paulo em Gálatas 5:16 indicam que ele estava imaginando uma situação ideal que possivelmente aconteceria na igreja, em algum momento. Mas Paulo deu aos gálatas a orientação prática sobre a maneira de lidar com situações difíceis quando elas surgissem.

1. Como os cristãos devem reagir se um irmão cair em algum comportamento pecaminoso? Gl 6:1; Mt 18:15-17

Para sermos beneficiados pelo conselho de Paulo em Gálatas 6:1, precisamos entender exatamente o tipo de situação que Paulo tinha em mente. A questão girava em torno de duas palavras usadas na primeira metade da frase. A primeira palavra é apanhado (NTLH) ou surpreendido (NVI). Significa literalmente “ser descoberto, surpreendido ou pego de surpresa”. O contexto e diferentes nuances associados com essa palavra sugere que Paulo tinha dois aspectos em mente. Não se referia apenas a um cristão que “apanha” um irmão em algum ato de pecado, mas também ao processo pelo qual uma pessoa é “surpreendida” por um comportamento (Pv 5:22) que, na melhor das circunstâncias, ela preferiria evitar.

A probabilidade de que a transgressão que Paulo mencionou não fosse deliberada é evidente pela linguagem que ele usou. A palavra traduzida por “falta” (RA) ou “pecado” (NIV), que vem da palavra grega paraptoma, não se referia a um pecado deliberado, mas a um erro, um tropeço, ou um passo em falso. Este último, em particular, faz sentido à luz dos comentários anteriores de Paulo sobre “andar” no Espírito. Embora isso de modo nenhum desculpe o erro da pessoa, torna claro que Paulo não estava lidando com um caso de pecado obstinado (1Co 5:1-5).

A resposta adequada em tais circunstâncias não deve ser a punição, condenação ou exclusão, mas a restauração. A palavra grega traduzida como “restaurar” (NVI) ou “corrigir” (RA) é katartizo e significa “consertar” ou “pôr em ordem”. No Novo Testamento ela é usada no sentido de “consertar” redes de pesca (Mt 4:21), e descreve o processo de restauração de um osso quebrado, sendo um termo médico na literatura grega. Da mesma forma que não abandonaríamos um irmão cristão que caísse e quebrasse uma perna, como membros do corpo de Cristo, devemos bondosamente cuidar de nossos irmãos e irmãs em Cristo que podem tropeçar e cair, enquanto andamos juntos no caminho para o reino de Deus.

Em vez de praticar Mateus 18:15-17, por que tantas vezes falamos mal da pessoa, permitindo que nossa irritação cresça contra ela ou até planejemos uma vingança?

Estudo Diário - O Evangelho e a Igreja

VERSO PARA MEMORIZAR: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:10).

Leituras da semana: Gl 6:1-10; Mt 18:15-17; 1Co 10:12; Rm 15:1; Jo 13:34; Lc 22:3

Alguns produtores de batata decidiram guardar as maiores batatas para si mesmos e plantar as menores batatas, como sementes. Depois de algumas colheitas insatisfatórias, eles descobriram que a natureza havia reduzido suas colheitas de batata ao tamanho de bolas de gude. Com esse desastre, os agricultores aprenderam uma importante lei da vida.

“Eles não poderiam reter para si mesmos as melhores coisas da vida e utilizar as sobras para semente. A lei da vida decretou que a colheita seria o reflexo do plantio.

“Em outro sentido, plantar batatas pequenas ainda é uma prática comum. Tomamos as grandes coisas da vida para nós mesmos e plantamos as sobras. Esperamos que, por alguma estranha reviravolta das leis espirituais, nosso egoísmo seja recompensado com altruísmo” (International Student Fellowship Newsletter [Boletim da Sociedade Internacional de Estudantes], março de 2007).

Paulo aplicou esse princípio em Gálatas 6:1-10. Em lugar de membros que “se mordem e se devoram uns aos outros” (Gl 5:15, NVI), a igreja deve ser um lugar em que o Espírito nos leve a colocar os outros antes de nós mesmos. Entender que somos salvos pela graça deve nos tornar humildes, mais pacientes e compassivos em nossa maneira de tratar os outros.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O caminho para a Victória

Embora sempre aconteça um angustiante conflito entre a carne e o Espírito no coração de cada cristão, a vida cristã não precisa ser dominada pela derrota, fracasso e pecado.

6. Segundo Gálatas 5:16-26, qual é a chave para ter uma vida em que o Espírito reine sobre a carne?

Gálatas 5:16-26 contém cinco verbos fundamentais que descrevem o tipo de vida na qual o Espírito reina. Em primeiro lugar, o cristão precisa “andar” no Espírito (v. 16). O verbo grego é peripateo, que significa literalmente “passear” ou “seguir”. Os seguidores do famoso filósofo grego Aristóteles passaram a ser conhecidos como peripatéticos porque eles seguiam Aristóteles em todos os lugares aonde ele ia. O fato de que o verbo está no presente do indicativo significa que Paulo não estava falando de uma caminhada ocasional, mas de uma contínua experiência diária. Além disso, uma vez que a ordem também é para “andar” no Espírito, isso implica que andar no Espírito é uma escolha que temos que fazer diariamente.

O segundo verbo é “ser guiado” (v. 18). Isso sugere que também precisamos permitir que o Espírito nos guie aonde devemos ir (Rm 8:14; 1Co 12:2). Nossa tarefa não é liderar, mas seguir.

Os próximos dois verbos aparecem em Gálatas 5:25. O primeiro é “viver” (zao em grego). Com o verbo “viver”, Paulo se referiu à experiência do novo nascimento, que deve marcar a vida de cada cristão. O uso que Paulo fez do tempo presente aponta para a experiência do novo nascimento, que deve ser renovada diariamente. Conforme o que Paulo escreveu, desde que vivemos pelo Espírito, também precisamos “andar” pelo Espírito. A palavra traduzida como “andar” é diferente da utilizada no verso 16. Aqui a palavra é stoicheo, um termo militar que significava literalmente “colocar em ordem”, “manter-se no mesmo passo”, ou “sujeitar-se”. A ideia aqui é de que o Espírito não apenas nos dá vida, mas também deve orientar diariamente nossa vida.

O verbo que Paulo usou no verso 24 é “crucificar”. Isso é um pouco chocante. Se devemos seguir o Espírito, precisamos tomar uma firme decisão de sacrificar os desejos da carne. Naturalmente, Paulo estava falando no sentido figurado. Crucificamos a carne alimentando nossa vida espiritual e matando de fome os desejos da carne.

Que mudanças e escolhas você deve fazer para alcançar as vitórias prometidas em Cristo, e que até hoje não conseguiu obter?